“Viver até 100” celebrou a chegada dos japoneses no Brasil

Em comemoração ao centenário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, a Associação Cultural Sempre Um Papo realizou, em 2008, o “Viver até 100”. A longevidade, a arte da alimentação, técnicas orientais de relaxamento, a história do sakê e as influências na cultura brasileira foram exploradas em uma rica programação, dividida em dois módulos, com importantes nomes que contaram um pouco da história do Japão e da tradição milenar envolvendo o corpo e a mente.

O “Seminário Viver até 100” foi realizado pela Associação Cultural “Sempre Um Papo” com o patrocínio da Usiminas e do jornal Estado de Minas e apoio cultural da Rádio Guarani, Fundação Clóvis Salgado e do Consulado Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte.

“Viver até 100” ensinou um pouco sobre os segredos de longevidade com os japoneses. Levantamentos indicam que no Japão, a expectativa de vida está em 81,1 anos. Também são detentores do recorde mundial de longevidade: com uma população estimada em 120 milhões de pessoas, 17.934 têm mais de 100 anos de idade.

A curadoria do seminário ficou a cargo de Célia Abe Oi, jornalista e historiadora que atuou como diretora executiva do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil de 1998 a 2007. Célia buscou no meio de vida e filosofia japonesa aspectos importantes a serem estudados e compreendidos por nós, brasileiros.

Módulos
O primeiro módulo do seminário apresentou um estudo do corpo, mente e alimentação. Alberto Takashi realizou a palestra “Técnicas Orientais de Relaxamento”. Educador Físico e acupunturista, ensinou técnicas para aliviar o estresse e cansaço diários. O módulo I foi encerrado por Wlater Hanashiro, abordando os segredos de uma “Alimentação Revitalizante – O Caminho para Longevidade”.

O módulo II propôs uma imersão no universo cultural japonês. Especialista em história da imigração japonesa no Brasil, Célia Sakurai lançou o livro “Os Japoneses”, que explica o jeito de ser da população, partindo de suas origens até chegar na história atual. A obra é uma das três vencedoras do Prêmio Jabuti 2008, na categoria Ciências Humanas. Celso Norio Ishy encerrou o evento com a palestra “História do Sakê”. Especialista na bebida, Ishy falou sobre todo o processo de fabricação e suas peculiaridades.