O Sesc, ao completar 80 anos, e o Sempre Um Papo, 40, celebram a sua trajetória através do ciclo “Oito Eixos da Contemporaneidade” uma programação que, ao longo do ano de 2026, coloca em debate os principais contextos em curso na humanidade com personalidades importantes da cultura brasileira.
A abertura do ciclo acontece no dia 28 de abril, terça-feira, às 19h, no Sesc Pinheiros (Rua Pais Leme, 195 – Pinheiros), com o eixo “Povos indígenas e o futuro da Terra”, reunindo o escritor Daniel Munduruku e a artista indígena Auá Mendes. O encontro propõe um espaço de escuta e diálogo a partir das experiências, narrativas e perspectivas dos povos originários, destacando sua centralidade nos debates contemporâneos sobre sustentabilidade, cultura e modos de vida.
O Ciclo “Oito Eixos da Contemporaneidade” é uma realização do Sesc e AB Comunicação e Cultura, gestora do “Sempre um Papo”. A entrada é gratuita, Entrada gratuita com retirada de ingressos até 1 hora antes do início da atividade.
A programação prossegue com o educador Kaká Werá, falando sobre o mesmo tema no dia 29/4, quarta-feira, 19h, no Sesc Santos e encerra no dia 30/4, 19h30, com Daniel Munduruku, no Sesc Sorocaba.
Oito Eixos da Contemporaneidade”
Em 2026, o Sempre Um Papo celebra 40 anos de atuação ininterrupta na promoção do livro, da leitura e do diálogo, em parceria com o Sesc São Paulo, que completa 80 anos de história dedicados ao bem-estar, à cultura e à convivência social no Brasil. É também o ponto de encontro entre duas instituições que, ao longo do tempo, consolidaram a cultura como espaço de convivência, pensamento e transformação social.
A programação anual do Ciclo “Oito Eixos da Contemporaneidade” é estruturada a partir de oito eixos temáticos que organizam os encontros em torno de questões centrais do nosso tempo, orientando o diálogo entre literatura, pensamento crítico e experiência social. São eles:
1 – Povos indígenas e o futuro da Terra: saberes ancestrais e cosmologias como referência para sustentabilidade e justiça climática;
2 – A palavra e o tempo: escrevivência e resistência: escritas que emergem da memória, da oralidade e da experiência histórica;
3 – Ciência, subjetividade e comunidade: diálogos entre conhecimento científico, saúde mental, tecnologia e vida cotidiana;
4 – Vida pública, bem-viver e cidadania: transformações das relações sociais e novas formas de participação coletiva;
5 – Saúde, alimentação e cultura do cuidado: o cuidado como prática cultural e social;
6 – Cultura e identidade: expressões artísticas como força de pertencimento;
7 – Palco e plateia: a arte do encontro: a experiência do debate público e da mediação cultural;
8 – Educação e o futuro do conhecimento: novas pedagogias, inclusão e formação de cidadãos críticos.
O Ciclo inaugura uma programação que se estende ao longo do ano, em unidades do Sesc na capital e no interior, reunindo escritores, artistas e pensadores em torno de reflexões que partem dos saberes ancestrais e das narrativas indígenas, destacando sua potência para repensar a relação entre humanidade e natureza.
Abertura: Povos indígenas e o futuro da Terra
O encontro propõe um espaço de escuta e diálogo a partir das experiências, narrativas e perspectivas dos povos originários, destacando sua centralidade nos debates contemporâneos sobre sustentabilidade, cultura e modos de vida.
Professor e autor de mais de 70 livros, Daniel Munduruku é doutor em Educação, pós-doutor em Linguística e ocupa a cadeira 21 da Academia Paulista de Letras. Sua obra é referência na valorização das culturas indígenas no Brasil.
Auá Mendes, do povo Mura, nascida em Manaus, é artista visual, designer gráfica, muralista e arte-educadora. Seu trabalho articula memória, identidade e território, utilizando a pintura e o autorretrato como linguagem política e sensível. Já colaborou com instituições como Natura, Google Brasil, Nike, Bienal de São Paulo e Banco do Brasil.
Próximo eixo
O segundo eixo, “A palavra e o tempo: escrevivência e resistência”, aborda a escrita como memória viva, gesto político e forma de permanência. Narrativas que emergem da oralidade, da ancestralidade e das margens confrontam apagamentos históricos e constroem novas leituras do Brasil.
As convidadas são as escritoras Eliana Alves Cruz e Luíza Romão.
26 de maio – Sesc Pinheiros: Eliana Alves Cruz e Luíza Romão
27 de maio – Sesc São Caetano: Eliana Alves Cruz
28 de maio – Sesc Taubaté: Eliana Alves Cruz
Serviço
Sesc 80 anos | Sempre Um Papo 40 anos
Ciclo Oito Eixos da Contemporaneidade
28 de abril de 2026, 19h
Sesc Pinheiros – São Paulo
(Rua Pais Leme, 195 – Pinheiros)
Daniel Munduruku e Auá Mendes – Povos indígenas e o futuro da Terra
Entrada gratuita
Retirada de ingressos até 1 hora antes do início da atividade