Foto: Jackson RomanelliInfinito. 18/09/2014. Sete Lagoas. Minas Gerais. Brasil. Frei Betto e Leonardo Boff são os convidados do Sempre Um Papo para o debate e lançamento de seus mais recentes livros. Frei Betto chega para um momento especial, período em que comemora 70 anos de vida e 60 livros publicados com os lançamentos de “Começo, Meio e Fim” (Rocco), que traz o relato da descoberta da morte, por uma menina tão meiga e doce, que costuma associar todos os membros de sua família às guloseimas que gosta de devorar. E “Reinventar a Vida” (Vozes), coletânea de textos que o autor, com olhar crítico, aborda temas como sabedoria de vida, consumismo, ecologia, conjunturas nacionais e internacionais, terrorismo, bem como perfis de amigos e conhecidos célebres. E Leonardo Boff apresenta “Francisco de Assis e Francisco de Roma – Uma Nova Primavera na Igreja?” (Mar de Ideias), que não trata de comparação, mas da constatação de uma inspiração divina. São Francisco iniciou uma Igreja que caminhava com os pobres, pela palavra do evangelho, que se revela ecológica ao chamar todos os seres de irmãos e irmãs. Esse é o modelo de Igreja que inspira Francisco de Roma; simples, evangélica, destituída de todo o aparato, e que também inclui a ética do cuidado com a vida humana e planetária.

#SempreUmPapoEmCasa recebe Frei Betto

Frei Betto é o convidado de Afonso Borges para o debate e lançamento do livro “Diário de Quarentena – 90 Dias Em Fragmentos Evocativos” (Rocco). Essa será mais uma edição virtual do “Sempre um Papo” com transmissão ao vivo no Youtube, Instagram e Facebook do Projeto. O encontro vai acontecer no dia 15 de outubro, quinta-feira, às 18h.

O evento integra as atividades do #SempreUmPapoEmCasa, sequência de eventos patrocinados pela Cemig, Itaú e Mater Dei, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo.

“Diário de Quarentena” focaliza os três primeiros meses da pandemia do coronavírus de 2020, e já surge predestinado a se transformar em uma obra de referência duradoura, como o “Diário da Peste de Londres”, de Daniel Defoe, publicado em 1722 e ainda em catálogo nos dias de hoje.

O livro de Frei Betto, assim como o de Defoe, não se prende apenas às respectivas tragédias, a epidemia de peste bubônica que matou 70 mil pessoas em Londres em 1665, e a pandemia que causou muito mais vítimas aqui no Brasil. Ambas as obras estabelecem uma rica reflexão acerca da condição humana e mesclam o drama pessoal à tragédia coletiva para tentar responder a perene indagação: “Quem somos nós, de onde viemos, para onde vamos?”

A peste londrina do século XVII e a pandemia do novo milênio reafirmam o mesmo triste paradoxo: nada mais prejudicial à vida humana e à preservação de nosso planeta do que a própria humanidade… Acontecimentos funestos na esfera pessoal (acidentes, doenças graves, desemprego e divórcio) proporcionam excelentes oportunidades para que uma pessoa possa se “reinventar”, a palavra-chave da época atual. Do mesmo modo, tragédias coletivas (terremotos, tsunamis, genocídios e demais conflitos armados, exílio, secas prolongadas e, agora, a pandemia) podem proporcionar ótimas oportunidades à humanidade para fazer uma correção de rota para que a justiça e a felicidade reinem sobre a Terra.

FREI BETTO nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, tem 68 livros publicados, entre contos, ensaios, romances e obras infanto-juvenis. Ganhou duas vezes o prêmio Jabuti (por Batismo de sangue, em 1982, e Típicos tipos, em 2005), além do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte e o prêmio Alba de Literatura. Seu romance Minas do ouro ficou entre os finalistas do prêmio Portugal Telecom. Suas obras já foram traduzidas para 25 idiomas.

#SempreUmPapoEmCasa com Frei Betto

Dia 15 de outubro,quinta-feira, às 18h, no canais web do Sempre Um Papo: Youtube, no Facebook e Instagram

Informações: www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa:

Jozane Faleiro – jozane@sempreumpappo.com.br / 31 992046367