Fani e Carlos Bracher no Ateliê Casa Bracher em Ouro Preto-MG/ Foto: Edmar Luciano

Sempre um Papo recebe Carlos e Fani Bracher

O Sempre Um Papo recebe o casal de artistas Carlos e Fani Bracher para uma conversa com Afonso Borges, no dia 27 de novembro, sábado, às 20h, com transmissão pelas redes sociais do Sempre Um Papo, e do Ateliê Casa Bracher. A live, cujo tema é “arte e amor”, será feita diretamente do Ateliê, em Ouro Preto.

O projeto Ateliê Casa Bracher (www.ateliecasabracher.com) foi lançado em 19 dezembro de 2020, data do aniversário de 80 anos de Carlos Bracher. Pela primeira vez, mais de 150 obras da coleção pessoal do casal de artistas Carlos e Fani Bracher estão disponíveis online, em site, tour virtual e redes sociais. O acervo fica localizado anexo ao casarão onde ambos residem há cinco décadas, na cidade histórica. Ao longo deste ano, uma série de eventos com a participação de artistas e de convidados vêm acontecendo nas redes sociais do Ateliê.

Em fevereiro de 2021, o casal completou 50 anos em Ouro Preto, cidade que até hoje os inspira em suas obras e união. “A nossa vida é muito bonita, vasta. Temos muitas histórias juntos. Convivemos o dia inteiro, trabalhamos em casa, é uma rotina diária dedicada a arte. Por isso, esse projeto é um grande presente”, diz Fani. Eles têm duas filhas, Blima (jornalista) e Larissa (atriz); e um neto, Valentim.

Sobre Fani Bracher

Fani Bracher nasceu na Fazenda Experimental em Coronel Pacheco, Minas Gerais. Graduada em jornalismo pela UFJF. Em 1968 casa-se com o artista Carlos Bracher e juntos viajam para a Europa, onde residem por dois anos. Em Portugal, fez cursos de história da arte com os críticos José Augusto França e Mário Gonçalves. Frequentou o atelier do pintor Almada Negreiros. Na cidade do Porto, conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso. Depois de Portugal, partiu em viagem de estudos pelos Museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra.

Fixou residência em Paris de agosto de 1969 a dezembro de 1970. Ainda na capital francesa, participou ativamente do “Centro de Artes para estudantes e artistas americanos”. De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Ouro Preto, onde começa a pintar em 1973. A partir desta data, participou de várias exposições em museus, centros culturais e galerias de arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Sobre sua obra escreveram vários críticos, como Celma Alvim, Rubem Braga, Wilson Coutinho, Roberto Pontual, George Racs, Ferreira Gullar, Flávio de Aquino, Walmir Ayala, Walter Sebastião, Marcelo Castilho Avellar, Frederico Moraes e Ângelo Oswaldo de Araújo Santos.

Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de arte. O livro “Fani Bracher”, de Frederico e Ronald Polito (editora Salamandra Consultoria e Editora SA) obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o V Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, como “Melhor Livro de Arte”.  Tem ainda publicado o livro “Fani Bracher”,  (C/Arte Editora), de autoria de José Alberto Pinho Neves.

Sobre Carlos Bracher

Mineiro de Juiz de Fora e descendente de suíços, Carlos Bracher nasce em 1940, fruto de uma família de artistas. Autodidata, fez sua primeira exposição na cidade natal em 1960, com seus irmãos Nívea e Décio, também pintores. Em 1964, em temporada de viagens para estudos artísticos com Nívea, Carlos descobre Ouro Preto, cidade que elege para viver e retratar. Com apenas 27 anos, ganha o disputado “Prêmio de Viagem ao Exterior” – concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e considerado láurea máxima a um pintor brasileiro. Casa-se com Fani Bracher e partem juntos para dois anos de residência na Europa. Em viagens de estudos artísticos vão a Lisboa, São Petersburgo e Moscou.

Em 1980, Bracher foi um dos escolhidos para o importante “Prêmio Hilton de Pintura” como um dos artistas que mais se destacaram na década de 70 (ao lado de João Câmara, Siron Franco, Tomie Ohtake e outros). Intitulada “Pintura Sempre” e com curadoria de Olívio Tavares de Araújo, sua primeira retrospectiva ocorreu em 1989, ocupando em temporadas, significativos espaços de cultura em sete capitais do país. Realizou grandes séries de pinturas: “Do Ouro ao Aço”, “Brasília”, “Petrobras” e “Tributo a Aleijadinho”.

Entre 2014, a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” percorreu as quatro unidades do CCBB (Rio, São Paulo, Brasília e BH). No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público de um artista nacional, recebendo ao todo quase 600 mil visitantes. A exposição foi contemplada com Destaque Especial no Prêmio Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) – 2015. Sobre seu trabalho já foram publicados sete livros e realizados dezenas de filmes e documentários. Bracher é um dos artistas brasileiros mais citados em publicações de pintura no país.

FICHA TÉCNICA ATELIÊ CASA BRACHER

Artistas: Carlos Bracher e Fani Bracher

Coordenação Geral: Larissa Bracher | Sergio Saboya | Silvio Batistela

Coordenação ACB, pesquisa, arquivo, acervo, curadoria, filmes, produção executiva de eventos e textos do site: Blima Bracher

Assessoria de imprensa Ateliê Casa Bracher:

Paula Catunda – paula.catunda@gmail.com (21) 98795-6583

Fernanda Lacombe – fernanda@lageassessoria.com – (21) 98121-7409

Assessoria de imprensa Sempre Um Papo:

Jozane Faleiro – 31 992046367 – jozane@sempreumpapo.com.br

Sempre Um Papo recebe Carlos e Fani Bracher

Dia 27 de novembro, sábado, às 20h, com transmissão pelo Youtube, Instagram e Facebook @sempreumpapo

Mais informações: 31 32611501 – www.sempreumpapo.com.br