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Sempre Um Papo celebra 35 anos em 2021 e abre programação do ano com Valter Hugo Mãe, Agualusa, Mia Couto, José Luiz Peixoto e Gonçalo Tavares

1 de março de 2021

O Sempre Um Papo abre a programação de 2021, ano que comemora 35 anos de realização ininterrupta, recebendo cinco dos mais respeitados autores da atualidade, de Portugal e da África, para falar sobre os seus livros mais recentes. As conversas serão mediadas por Afonso Borges, curador e idealizador do projeto criado há 35 anos. Os encontros  vão acontecer de 8 a 12 de março, segunda a sexta, sempre às 18h, com transmissão  gratuita pelos canais virtuais do projeto Youtube, Instagram e Facebook.  Quem abre a série de bate-papos é o português Valter Hugo Mãe, lançando “Contra Mim” (Ed. Globo); em seguida, o angolano José Eduardo Agualusa conta sobre “Os Vivos e os Outros” (Tusquets); no dia 10 de março, data que marca os 59 anos de Afonso Borges, o convidado é o moçambicano Mia Couto que conversa sobre “O Mapeador de Ausências” (Cia das Letras);  no dia 11, o português José Luiz Peixoto fala sobre “Regresso à Casa” (Ed. Dublinense); e a semana encerra com o angolano Gonçalo Tavares lançando “Atlas do Corpo e da Imaginação” (Ed. Dublinense). 

O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio do Itaú, Rede Mater Dei e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do turismo. 

Valter Hugo Mãe – “Contra Mim” (Ed. Globo) – 8/3 – segunda-feira, 18h 

Em “Contra Mim”, Valter Hugo Mãe recupera a infância e parte da adolescência e torna suas memórias os temas de sua literatura. Com a linguagem da crônica e o estilo que seus leitores bem conhecem, elementos autobiográficos se apresentam em sequenciamento. No livro, a infância retratada pelo escritor passeia por Portugal e sua história recente. O fim do Império Colonial na África, a Revolução dos Cravos e seus desdobramentos são pano de fundo e moldura para o retrato de um menino e sua mitologia particular. Também estão registradas as descobertas, o contato com o corpo, a relação com o irmão morto e a influência da cultura brasileira em Portugal.

Valter Hugo Mãe, português nascido Angola, em 1971, é escritor, editor, artista plástico e músico. José Saramago o definiu como um “tsunami” literário, depois que seu romance O remorso de Baltazar Serapião ganhou em 2007 o prêmio que leva o nome do Nobel português. Além desse título, seu primeiro romance publicado no Brasil, Valter Hugo Mãe lançou A máquina de fazer espanhóis, considerado o grande acontecimento literário português em 2010. Autobiografia completa em http://valterhugomae.com/

José Eduardo Agualusa – “Os Vivos e os Outros” (Tusquets) – 9/3 – terça-feira, às 18h

“Os Vivos e os Outros (Tusquets) é um romance sobre a natureza da vida e do tempo, e o extraordinário poder da imaginação e da palavra, que tudo criam e tudo regeneram. No livro, um festival literário na ilha de Moçambique reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só no fim se revela), permanecem totalmente isolados, sem ligação com o resto do planeta, durante sete dias. Uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, colocando em causa a fronteira entre realidade e ficção, entre passado e futuro, entre a vida e a morte, inquietam os escritores e a população local: alguns dos personagens dos livros daqueles escritores parecem ter tomado vida, passeando agora pelas ruas da cidade histórica.

José Eduardo Agualusa nasceu em Huambo, Angola, em 1960. Estudou silvicultura e agronomia em Lisboa. Iniciou a carreira literária em 1988, com A conjura. Entre seus livros, traduzidos para mais de vinte idiomas, destacam-se os romances Nação crioula, O vendedor de passados (prêmio de ficção estrangeira do jornal inglês The Independent) e As mulheres do meu pai, os volumes de contos Fronteiras perdidas e Catálogo de sombras, além das peças de teatro Chovem amores na rua do Matador (com Mia Couto) e Aquela mulher. Divide seu tempo entre Luanda e Lisboa.

Mia Couto – “O Mapeador de Ausências” (Cia das Letras) – 10/3 – quarta-feira – 18h

O “Mapeador de Ausências” é um romance de grande fôlego cuja ação decorre no Moçambique pré e pós-independência. Dezenas de extraordinários personagens, tão ricos quanto diversos e complexos, e uma intriga que se vai desenrolando diante do leitor com tanto de rigor lógico quanto de inesperada surpresa. No livro, Diogo Santiago é um prestigiado e respeitado intelectual moçambicano. Professor universitário em Maputo, poeta, desloca-se pela primeira vez em muitos anos à sua terra natal, a cidade da Beira, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019, para receber uma homenagem que os seus concidadãos lhe querem prestar. Mas o regresso à Beira é também, e talvez para ele seja, sobretudo, o regresso a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colónia portuguesa. Menino branco, é filho de um pai jornalista e poeta, e de uma mãe toda sentido prático e completamente terra-a-terra. Do pai recorda o que viveu com ele: duas viagens ao local de terríveis massacres cometidos pela tropa colonial, a sua perseguição e prisão pela PIDE, mas sobretudo, e em tudo isto, o seu amor pela poesia. Mas recorda também, entre os vivos, o criado Benedito (agora dirigente da FRELIMO) e o seu irmão Jerónimo Fungai, morto a tiro nos braços da sua amada, a bela e infeliz Mariana Sarmento, o farmacêutico Natalino Fernandes, o inspector da PIDE Óscar Campos, a tenaz e poderosa Maniara, e muitos outros; e de entre os mortos sobressaem o régulo Capitine, que vê uma mulher a voar.

MIA COUTO nasceu em 1955, na Beira, Moçambique. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor, com mais de trinta livros, entre prosa e poesia. Seu romance Terra sonâmbula é considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Recebeu uma série de prêmios literários, entre eles o Prêmio Camões de 2013, o mais prestigioso da língua portuguesa, e o Neustadt Prize de 2014. É membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.

José Luiz Peixoto fala sobre “Regresso à Casa” (Dublinense) – 11/3 – quinta-feira – 18h

Nos poemas de “Regresso à Casa”, José Luís Peixoto nos fala das quatro paredes de uma casa — e de todas as suas recordações. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa.

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, Portugal, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prêmio Literário José Saramago ao romance “Nenhum olhar”. Em 2007, “Cemitério de pianos” recebeu o Prêmio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado na Espanha. Com “Livro”, venceu o Prêmio Libro d’Europa, atribuído na Itália ao melhor romance europeu do ano anterior. Em 2016, venceu o Prêmio Oceanos com “Galveias”. As suas obras foram ainda finalistas de prêmios internacionais como o Fémina (França), Impac Dublin (Irlanda) e Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro “Gaveta de papéis” recebeu o Prêmio Daniel Faria, e “A criança em ruínas” recebeu o Prêmio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Gonçalo Tavares – “Atlas do Corpo e da Imaginação” (Dublinense) – 12/3 – sexta-feira – 18h

Neste inigualável Atlas, Gonçalo Tavares atravessa a literatura, o pensamento e as demais formas de arte, da dança à arquitetura, usando palavras e imagens para tratar de temas como identidade, tecnologia, morte e relações amorosas; esmiuçando os conceitos de cidade, racionalidade, alimentação e muito mais. Ampliando fragmentos, o autor mapeia e põe ordem à confusão do mundo, com discurso ilustrado por fotografias d’Os Espacialistas, coletivo de artistas plásticos. Um livro para ler e ver, com sua narrativa delineada pelo próprio leitor-espectador, através de reflexões visuais que nos conduzem pelo labirinto que é o mundo onde vivemos.

Gonçalo M. Tavares nasceu em Luanda, Angola, em 1970. Passou a infância em Aveiro, norte de Portugal e, atualmente, é professor na Universidade de Lisboa. Com mais de 35 livros, publicados em cinquenta países, é um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. Sua extensa produção inclui poesia, contos, romances, peças de teatro e muitas obras que transcendem as simples classificações.

Serviço: 

Sempre um Papo abre programação 2021

8 a 12/3, segunda a sexta-feira, às 18h. 

Eventos virtuais gratuitos com transmissão pelo Youtube, Instagram e Facebook: @sempreumpapo

Informações: 31 22611501 – www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa: 

Jozane Faleiro – jozane@sempreumpapo.com.br – 31992046367

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