Queridos ouvintes, se vocês quiserem ler um pouco da história contemporânea na pena dos maiores jornalistas e escritores de todos os tempos, já têm onde encontrar esta fonte. A boa e velha José Olympio lançou “O grande livro do jornalismo”, com a cinquenta e cinco obras-primas dos melhores escritores e jornalistas. Ali estão reunidos Charles Dickens, falando sobre um homem que foi gilhotinado em Roma, Mark Twain, sobre um ataque americano às pirâmides, Jack London, sobre um terremoto em São Francisco e John Reed, com a célebre reportagem que virou filme, em “Um dia que abalou o mundo”. Tem também Dorothy Parker, John Steinbeck, George Orwell, Willian Laurence, james morris, falando sobre a conquista do everest e a elegância do texto do Donad Edgar, numa reportagem sobre o casamento de Grace Kelly com a príncipe Rainier. Glória Steinem fala sobre o tempo em que foi coelhinha da Playboy, David Leitch conta uma saída noturna de Norman Mailer e Gore Vidal descreve um ianque na Mongólia exterior. É uma seleção impecável de bons textos e excelentes autores, em um tempo onde o jornalismo e a literatura se misturavam, de uma forma até indecente, em benefício do leitor. Leiam “O grande livro do jornalismo”, editado por John Lewis. Mas uma observação: um país que tem Machado de Assis, Graciliano Ramos, Fernando Morais, Zuenir Ventura e Ruy Castro, pode ter um livro deste, só com a produção nacional. Fica a dica.