Marta Góes

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Eu não entendo porque Marta Góes não é mineira. Pra quem não sabe, Marta Góes é jornalista, escritora e dramaturga. Encantada com a obra da poetisa Elizabeth Bishop, que morou em ouro preto, escreveu o monólogo “um porto para Bishop”, encenado no Brasil pela maravilhosa Regina Braga, em Nova Iorque, por Amy Irving. Marta góes, que não é mineira, mas deveria ser, publicou também o livro infantil “a menina que se apaixonava” e, recentemente, a biografia “Alfredo Mesquita, um grão-fino na contramão”, contando a história do fundador da escola de arte dramática, em São Paulo. Mas verdade é que Marta Góes nasceu nos estados unidos, passou a infância em Petrópolis e o resto da vida, em São Paulo. Agora, na pele da divina atriz Irene Ravache, Marta Góes manda para o palco seu mais novo trabalho, “a reserva” que está sendo encenado no lindíssimo Teatro Cosipa Cultura, em São Paulo. Marta, que não é mineira, para a nossa felicidade, deu um jeito sofisticadíssimo de o ser: casou-se com o bom mineiro Nirlando Beirão, tornando-se assim, a mais brilhante não-mineira que conheço.
Afinal, não é todo dia que uma dramaturga brasileira tem um texto seu encenado na Brodway. Leiam o livro “um porto para Elizabeth Bishop” e confiram.