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Luiz Ruffato fala dos seus mais recentes livros no Sempre Um Papo

18 de março de 2022

Foto: Filipe Ruffato

O Sempre Um Papo, com o patrocínio da Gerdau, recebe o escritor Luiz Ruffato para uma conversa com Afonso Borges sobre três de seus mais recentes livros: “A revista Verde, de Cataguases”,  “Ninguém em Casa”  e “Manhãs de Sabre”. A conversa acontece no dia 24 de março, quinta-feira, às 19h, de forma online, com transmissão pelo YouTube do projeto.

A revista Verde, de Cataguases

No ano em que se comemoram os 100 anos da Semana de Arte Moderna, o premiado romancista Luiz Ruffato apresenta uma importante contribuição para a compreensão do desenvolvimento e consolidação das ideias modernistas no Brasil, por meio de uma abordagem sobre o movimento vanguardista ocorrido em Cataguases(MG). A revista Verde, lançada em 1927, reuniu em suas páginas o que de melhor e mais ousado havia em termos de produção literária naquele momento, com explícito incentivo, moral e financeiro de nomes como Mário de Andrade, Alcântara Machado, Prudente de Morais Neto e Oswald de Andrade, entre outros. Ao contrário do que até hoje a historiografia aborda como “fenômeno inexplicável”, Ruffato demonstra, de maneira cabal, que o surgimento desse movimento numa localidade do interior de Minas Gerais deveu-se a uma convergência de fatores econômicos, sociais e culturais. Na época, a aristocracia cafeeira de Cataguases estava se transformando em burguesia industrial e a sede do município, um núcleo urbano consolidado, agregava uma população em torno de 16 mil pessoas – Belo Horizonte, capital do estado, tinha cerca de 100 mil habitantes. Além disso, a cidade contava com ótimo sistema educacional e uma geração intelectual ávida por novidades, tanto na literatura (Rosário Fusco, Ascânio Lopes, Guilhermino César, Francisco Inácio Peixoto), quanto no cinema (Humberto Mauro). De certa forma, o movimento Verde marca o início do fim da fase heróica e radical do modernismo.

Ninguém em Casa

Intitulado “Ninguém em Casa”, o livro é o primeiro título que chega ao mercado pela Editora Maralto, que faz parte do grupo Arco Educação, também estreante no cenário literário brasileiro, mas que já possui 150 títulos em seu catálogo que priorizam o diálogo entre literatura e artes visuais – além de temáticas voltadas para infância, juventude e público adulto. “Ninguém em Casa” passeia pelos momentos da infância e juventude de Ruffato, presta um tributo à Brasília – numa tentativa de apreensão da capital nacional em seus variados aspectos – e também à sua cidade natal, Cataguases, que fica na Zona da Mata de Minas Gerais. A obra traz no enredo um conjunto de 30 crônicas que foram publicadas nos jornais El País, Rascunho, Folha de S.Paulo – entre outros meios de comunicação. Todos os textos sofreram modificações para esta edição; uns mais, outros menos, e foram agrupados em ordem alfabética a partir do título.

Manhãs de sabre

O livro reúne alguns poemas recuperados de Cotidiano do medo (Alfenas: Mandi, 1984) e os publicados em As máscaras singulares (São Paulo: Boitempo, 2002), Paráguas verdes (São Paulo: Ateliê Acaia, 2011, com xilogravuras de Xiloceasa, edição não comercial de 250 exemplares numerados) e O amor encontrado (São Paulo: Edição do Autor, 2013, ilustrações de Tadeu Costa, edição não comercial de 10 exemplares numerados), além de inéditos.

Sempre um Papo 36 anos

Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre grandes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Durante a pandemia, os encontros têm acontecido em formato virtual, com transmissão pelo YouTube do projeto.

Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.

O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio da Gerdau, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, via Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – Secult – MG.

Serviço:

Sempre Um Papo recebe Luiz Rufatto

Dia 24 de março, quinta-feira, às 19h

Local: YouTube do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa:

Jozane Faleiro – jozane@sempreumpapo.com.br / 31 992046367

Saiba mais sobre Luiz Ruffato:

Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, interior de Minas Gerais, em 1961. Graduou-se em Comunicação Social na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1981. Trabalhou em diversos jornais até que, em 2003, abandonou a carreira de jornalista para se tornar escritor em tempo integral.

Ruffato estreou na prosa com o volume de contos “Histórias de Remorsos e Rancores” (1998), seguido de “Os Sobreviventes” (2000). Tem diversos livros premiados, como o romance “Eles eram muitos cavalos” (2001), vencedor do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e do Prêmio Machado de Assis e “Vista Parcial da Noite” (2006), vencedor do prêmio Jabuti.

Atualmente, Luiz Ruffato possui mais de dez obras publicadas, entre romances, ensaios e coletâneas de poemas e infantis. Seus livros já receberam traduções para o alemão, finlandês, inglês, espanhol, francês e italiano.

Saiu na imprensa:

Luiz Ruffato explica a importância da revista Verde para o Modernismo (Matheus Hermógenes, Estado de Minas)

Em nova coletânea de crônicas Luiz Ruffato resgata momentos da infância e juventude (Racunho)

Luiz Ruffato revela três livros que marcaram a vida dele (g1 Globo)

Artigos escritos por Luiz Ruffato para o El País

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