Uma grande e feliz supresa na noite de entrega do Jabuti dois mil e oito. A maioria dos prêmios, das diversas categorias, saem com antecedência. Mas na noite da entrega, os dois principais, melhor livro do ano de ficção e melhor livro de não ficção são anunciados na hora. Laurentino Gomes era fava contada – afinal, o autor de “1808” já passou de trezentos mil exemplares vendidos.
O de ficção tinha no bom catarinense Cristovão Tezza, autor de “O filho eterno” a condição de favorito. Afinal, ele ganhou o Portugal Telecom, entre outros. Mas o vencedor foi veterano e bom de letras Ignácio de Loyola Brandão, com o livro infantil “O Menino que Vendia Palavras”, editado pela Objetiva.
E é mais que merecido: o livro é uma delícia – conta a história de um menino apaixonado pelas palavras e seus significados. Inspirado em seu pai, homem culto e letrado, dono de uma imensa biblioteca, o menino cria uma brincadeira original: troca a revelação do signficado das palavras por coisas. Um verdadeiro escambo literário infantil que diverte e estimula as crianças a mergulharem no mundo das palavras.
Ignácio de Loyola Brandão é jornalista, contista e romancista, com mais de trinta livros publicados. Eu já li e recomendo o ganhador do Jabuti 2008 de Melhor livro do ano de Fição, “O Menino que Vendia Palavras”, de Ignácio de Loyola Brandão.