Performance, teatro infantil e adulto, leituras, oficinas de escrita, feira de livros e Central de Autógrafos
O Festival Sempre Um Papo realiza no dia 28 de fevereiro (sábado), das 10h às 22h, uma programação especial dedicada à valorização da literatura, à formação de leitores e ao encontro direto entre autores e público. O evento acontece na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21), com entrada gratuita, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e o estímulo à produção literária contemporânea.
O Festival Sempre Um Papo tem patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo de Minas Gerais.
Distribuída ao longo de todo o dia, a programação articula experiências artísticas, ações formativas e espaços de convivência cultural, reunindo teatro, oficinas de escrita, leituras literárias, feira de livros, performance e sessões de autógrafos.
Feira de Livros e Central de Autógrafos
Durante todo o dia, diversas editoras e livrarias vão exibir e vender livros no saguão da Biblioteca, entre elas, Mazza, Aletria, Ramalhete, Quixote, Relicário e Literissima, fortalecendo a cadeia produtiva do livro e incentivando a circulação de obras e autores
O destaque do Festival é a tradicional Central de Autógrafos, que funciona das 10h às 22h. Voltada especialmente para autores independentes — mas aberta a todos os escritores — a iniciativa amplia o alcance das publicações, estimula o contato direto com leitores e valoriza a pluralidade da produção literária. Para participar, basta preencher o formulário disponível em:
https://forms.gle/BWdZFECz2wRs1d7g9
Tradicional nas ações do Sempre Um Papo, a Central reafirma seu caráter democrático e sua vocação de continuidade nas próximas edições, consolidando-se como um espaço dedicado ao encontro direto entre livro, autor e leitor.
Programação
A abertura acontece às 10h, com o Grupo Armatrux apresentando, para o público infantil, uma aula-espetáculo inspirada em “Romeu e Julieta”, Shakespeare.
Trata-se de uma proposta que integra palhaçaria, teatro e literatura para transformar a sala de aula em um espaço de aprendizagem sensível e experiência artística. No trabalho, as palhaças Maroca e Malagueta apresentam uma releitura lúdica e interativa do clássico, aproximando o público do universo literário por meio do humor, do jogo cênico e da participação direta.
Fundado em 1991, em Belo Horizonte, o Grupo Armatrux é uma das companhias teatrais mais reconhecidas do país, com trajetória marcada pela experimentação e por projetos educativos que utilizam a arte como ferramenta de transformação social.
Às 11h, a escritora Madu Costa conduz a Oficina de Escrita Criativa, que propõe um percurso de reflexão a partir do conceito de bem viver e de temas contemporâneos como justiça climática e valores que orientam a vida cotidiana. Com metodologia participativa, a atividade combina provocações literárias, escrita livre e diálogo coletivo, convidando os participantes a produzirem poemas autorais inspirados em memórias e experiências pessoais. Aberta ao público em geral, a oficina reforça a escrita como instrumento de autoconhecimento, expressão e escuta.
No período da tarde, às 15h, a atriz, contadora de histórias e educadora Chica Reis ministra a oficina “Palavra Grávida de Mundo”, uma imersão na escrita poética a partir de vivências corporais e artísticas. Utilizando cantigas, brincadeiras de roda e provérbios africanos como mediadores do processo criativo, a atividade estimula a ludicidade, a troca e o prazer da escrita, além de desmistificar a produção literária como prática restrita a especialistas. Com sólida atuação na pesquisa e difusão de narrativas ancestrais diaspóricas, Chica Reis desenvolve trabalhos reconhecidos no Brasil e no exterior, voltados à formação cultural e à valorização da arte negra.
Às 18h30, no Teatro, acontece a estreia de “Tertúlia“, um espetáculo literário-teatral o qual o ator e diretor Jefferson da Fonseca lê textos de diversos autores, selecionados pelo escritor e imortal da Academia Mineira de Letras, Luís Giffoni. Trata-se de um encontro inédito e surpreendente, já que os dois nunca se apresentaram juntos.
A programação segue às 20h com a performance “Tornei de Luanda um kota”, de Ricardo Aleixo, baseada no livro homônimo lançado pelo poeta mineiro pouco antes de sua temporada de nove meses em Nova York, iniciada em setembro de 2024. Após retornar ao Brasil, Aleixo incorporou ao roteiro textos escritos durante o período em que viveu no exterior — o mais longo de sua trajetória — e convidou o baixista Manassés Morais para dividir o palco. O resultado é um entrecruzamento de linguagens que revisita o legado das vanguardas do século XX e dialoga com as trocas intersígnicas que caracterizam a arte da Afro-Diáspora. Ao final da apresentação, o autor participa de sessão de autógrafos do livro Tornei de Luanda um kota (Impressões de Minas / LIRA, 2024), além de outros títulos de sua bibliografia.
Ao promover uma programação diversa, gratuita e acessível, o Festival Sempre Um Papo reforça seu compromisso institucional com a difusão cultural, a formação de público e o incentivo à leitura, consolidando-se como um relevante vetor de dinamização do cenário literário.