Danuza no Estado de Minas

ESTADO DE MINAS – 06/04/2006 – Em Cultura – Coluna HIT – Mário Fontana e Helvécio Carlos
Batismo

Danuza Leão nunca fez noite de autógrafos. Anteontem, no Palácio das Artes, para lançar seu sexto livro, Quase Tudo, caiu numa ???armadilha??? preparada por Luiz Schwarz, da Companhia das Letras, e Afonso Borges, do Sempre um Papo. ???Pensei que seria apenas uma conversa com o público. Mas foi tudo tão bom!???, elogiou a simpática Danuza, depois de asssinar 150 livros e seguir para jantar na L ???Osteria Mattiazzi, em Santa Efigênia.
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E olha que além de ser pega de surpresa, tinha razão suficiente para estar num mau humor daqueles. Danuza chegou ao aeroporto a caminho de Belo Horizonte ? s 8h. Um atraso aqui, outro acolá provocado pela Varig, ela só conseguiu chegar ? cidade no finalzinho da tarde. Com algumas entrevistas antes do encontro, não comeu quase nada. ???Apenas dois pães de queijo e um caqui???, brincou antes de se deliciar com tagliolini com trufas negras e vinho Rapitá. O prato foi preparado especialmente para Danuza, que abriu mão da sobremesa, sublimada de sua dieta.
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Muita coisa Danuza, que não gosta de ser chamada de escritora, não publicou em seu livro. Na mesa do L???Osteria lembrou-se de duas histórias, ? época do casamento do filho de José Aparecido de Oliveira em Conceição do Mato Dentro. Uma delas, revelava um segredo de Leonel Brizola. ???No avião, a caminho de Minas, ele retirou de uma sacola um embrulho feito com aquelas sacolas de supermercado, todo amarradinho. Enquanto conversava ia, aos poucos, desfazendo os nós. Até nos oferecer pedaços de rapadura. Um costume dele em suas viagens pelo país.???
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Outra lembrança de Danuza foi uma cena rara vista por ela. ???Estávamos em Conceição quando ouvi um som distante. Pela primeira e única vez vi uma serenata. Eram 15 pessoas tocando violão. E outras 15 cantando???. Danuza voltou ontem para o Rio de Janeiro.