Centenário de Machado De Assis

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Em setembro, o Brasil comemora o centenário da morte de Machado De Assis, um gênio, o maior escritor da América Latina. Digo isso para que tenhamos muito orgulho de ter sido no Brasil do século dezenove que Machado De Assis nasceu. Nélida Piñon diz que se ele nasceu aqui, o Brasil é possível. Por quê? Vejam: nasceu pobre, no Morro do Livramento, no Rio De Janeiro, em mil oitocentos e trinta e nove. Filho de um negro e uma costureira branca, portuguesa dos Açores. Autodidata, foi tipógrafo, revisor, crítico teatral, cronista, analista político e contista. Escreveu em jornais a vida inteira. Para quem não sabe, seu primeiro livro foi de poemas. Depois, a seqüência de romances para a eternidade: “A mão e a luva”, “Iaiá Garcia”, “heLena”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Esaú e Jacó”, “Quincas Borba” e “Relíquias de casa velha”. Entremeios, funda a academia brasileira de letras. Com segurança, podemos dizer que até o início do século vinte, nenhum escritor chegou aos seu pés, nas América.eu gostaria que o Brasil tivesse o orgulho que Portugal tem, ao se intitular “Pátria de Camões”. Que a Espanha tem, ao ser chamada de “Pátria de Cervantes”. Que aquela pequena ilha, chamada Inglaterra tem, ao dizer que é a “Pátria de Shaskeaspeare”.o Brasil é a pátria de Machado. Com muito orgulho.