Eduardo Giannetti da Fonseca escreve seus livros na pousada solar da ponte, em Tiradentes, dos queridos John e Ana Maria Parsons, aproveitando as suas férias de julho. Ali ele escreveu “Auto-engano”, “Felicidade” e “O valor do amanhã”. Dono de uma disciplina absurda, edu se levantava as seis da manhã, escrevia até o meio dia, voltava à uma e só parava a hora que quisesse. Bebia quase nada, comia pouquíssimo. Uma destas vezes, eu fui buscá-lo no aeroporto. Para irmos juntos a Tiradentes. Cheguei em confins ali pelas dez da noite. Ele estava cansado, e eu também, mas fizemos um pacto de um ajudar o outro, na estrada, conversando. Ham, em menos de meia hora, Edu já roncava alto… Aí eu decidi bancar o amigo simpático e deixei ele dormir… Acontece que eu passei direto do trevo para São João del Rei e quando dei por mim, estava em Barbacena…. Muito pra frente… Eu olhei pro meu amigo roncador, ia dar uma bronca, mas pensei… Eu não vou passar este recibo! Deixei ele dormir, fiz o retorno e com umas duas horas de atraso, cheguei a Tiradentes. Ele acordou, olhou o relógio, viu que chegamos atrasados, mas não perguntou nada. Dia seguinte, eu também não falei nada. Mas ele sempre ficou intrigado com aquele atraso de duas horas, duas horas e meia. Será que ele vai descobrir o motivo do atraso ouvindo esta crônica? Podcast