O mais divertido nesta reforma ortográfica é a felicidade que as pessoas que tem o W, K e Y no nome, estão. Afinal, estas letrinhas estrangeiras eram umas intrusas no vocabulário das outras, latinas. Me diverti com um artigo do Humberto Werneck, que tem duas recém-incluídas no seu nome. Pois vejam, o governo Lula, além de fazer inclusão social, faz agora inclusão literal.
Mas reforma tem outro nome: dinheiro. E muito dinheiro. Só o Ministério da Educação estima investir entre setenta e noventa milhões na compra de dicionários adaptados às novas regras da ortografia. A compra será feita este ano, a partir de edital lançado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Serão atendidos um universo de 37 milhões de alunos da rede pública.
Antes disso, a Academia Brasileira de Letras (ABL) tem que publicar o novo vocabulário. Mesmo com a adesão às novas regras, são inúmeras as dúvidas sobre a escrita de diversas palavras.
E como curiosidade, o trema acabou, mas não para os nomes próprios. Afinal, o que seria de Gisele, sem aqueles dois lindos pontinhos em cima da vogal de seu sobrenome, Bünchen?