A linguagem dos vinhos

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Vocês já perceberam como os enólogos incorporaram a linguagem dos sentimentos para falar de vinhos? O vinho branco tem corpo macio, leveza dos deuses, pode ser magro, esbelto, belo, bem definido. O vinho tinto tem densidade, peso, estrutura, veludo, profundidade.
A champanhe tem poesia, é sensual, delicada, gás nobre, desce macio ou abruptamente.
No mundo dos vinhos, o olhar é decisivo, o paladar, chave do sentido, o olfato enleva o espírito…isso sem falar do corpo. Olha, o jeito que eles falam do corpo do vinho é coisa de transformar a Juliana Paes numa… broaca.
Ouçam como o especialista Manoel Beato encerra seu artigo, publicado na revista da TAM deste mês: portanto, o vinho tem sua geometria, superfície, profundidade, estrutura interna, e o saboreamos deleitosamente, despido do desenho da garrafa ou do rosto do seu rótulo. Um corpo sedoso, sensual, outro com um sol de aço, direto, duro, descomunal…..
Perto disso, quem quer saber de sexo? Ou literatura?? Eu, heim…