Outro dia eu presenciei uma conversa de duas horas entre um juiz e dois advogados, falando de um livro que pouca gente sabe que foi editado. Chama-se “O Operador – Como (e a mando de quem) Marcos Valério irrigou os cofres do PSDB e do PT, editado pela Record.
Neste livro, o jornalista Lucas Figueiredo conta como um escriturário do BEMGE se transformou, em apenas sete anos, em um milionário com uma fortuna visível de 14 milhões de reais. No livro, o jornalista explica como Marcos Valério montou a arquitetura do “mensalão”, que manchou a história do PT. Segundo o livro, tudo começou antes, no governo do PSDB. Marcos Valério usou agências de publicidade para firmar contratos em bancos, dando como garantias as verbas acordadas. Na verdade, o que Lucas mostra é que tudo isso foi uma espécie de continuação do esquema de Caixa Dois iniciado no governo de Fernando Collor de Mello.
E, pelo andar da carruagem, com mais de uma centena de pessoas indiciadas no inquérito do Mensalão, esta história vai longe, muito longe. E quem quiser conhecer a gênese de tudo, leiam, “O Operador”, de Lucas Figueiredo.