Nos últimos tempos, cientistas, estudiosos, e até mesmo a mídia, têm chamado a atenção de nós brasileiros para o problema da ecologia, insistindo na necessidade de se pôr um fim à degradação do meio ambiente e à poluição das águas. O assunto é recorrente e volta e meia invade o nosso dia-a-dia trazido por técnicos e leigos que não se cansam, ao que parece, de repisá-lo. O mais curioso nisso tudo é que a ecologia ainda não invadiu o nosso terreno das artes. Temos pouquíssimos romancistas abordando o tema nem contistas falando dos problemas da destruição do meio ambiente, o que é uma pena. Desde José de Alencar e Olavo Bilac, paramos na contemplação ingênua das nossas florestas e na exaltação dos nossos pássaros e borboletas. Enfim, parece que os perigos que rondam a nossa paisagem não tocaram ainda os nossos escritores, que continuam preocupados com os velhos temas existencialistas. Uma pena, realmente. E obrigado, Zé Roberto, por levantar esta questão.