Feira de Frankfurt

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Tudo indicava que a participação do Brasil na septuagésima edição da Feira de livros de Frankfurt ia ser uma tremendo sucesso. Vejam: Paulo Coelho seria o orador oficial da abertura, comemorando a façanha histórica de cem milhões de livros vendidos em todo o mundo.
A representação oficial brasileira com uma área mais de cem metros quadrados, onde seriam expostos quase sete mil exemplares de Literatura Brasileira.
A confusão começou quando o Ministro da Cultura Juca Ferreira avisou, na última hora, que não podia ir. O que provocou um dos textos mais furiosos que já li na minha ida, escrito por Paulo Coelho. Ele pediu que o ministro devolvesse o convite para ser dado ao primeiro mendigo que passar na porta. Muita deselegância, das duas partes.
Como se não bastasse, o container que levava os quase sete mil livros ficou parado na alfândega de Madrid, por causa de um suspeito pacote escrito “material corrosivo”. Veja a cena: a feira começou com as prateleiras vazias em stands do Brasil.
Os livros chegaram no dia seguinte, mas a pergunta ficou no ar: o que tinha dentro do pacote escrito material corrosivo? Será um livro? Se for, estou louco pra descobrir o autor…