Falar de Hélio Pellegrino é muito difícil. Ele era uma destas raras pessoas insubstituíveis. Hélio Pellegrino é mineiro de Belo Horizonte, estudou no Grupo Escolar Afonso Pena e, em quarenta e cinco, foi para o Rio de Janeiro tentar a vida. Psicanalista por profissão, foi um humanista por caráter e intelectual por vocação. Ao lado de Fernando Sabino, Paulo Mendes campos e Otto Lara Rezende, estes quatro mineiros deixaram uma história de amizade e dedicação quase religiosa. É muito importante que o pouco que ele deixou escrito não deixe de ser lido. Sua poesia está reunida em “minérios domados”, editado pela Rocco em uma seleção feita por Humberto Werneck. É lindo, comovento, brilhante. Seus textos estão em “Lucidez Embriagada”, da planeta, organizado por sua neta, Antônio Pellegrino. São ensaios, colunas de jornal e fragmentos que mostram “um pouco da exuberância de seu pensamento, da sua compaixão e generosidade e da “Lucidez Embriagada”, como disse Zuenir Ventura, sobre este livro. Tive a felicidade de conhecer hélio. E quero compartilhar com vocês, indicando estes dois livros: minério domados, de poemas, e lucidez embriagada, de textos. Leiam Hélio Pellegrino. Faz um bem danado pra alma.