Acabo de ler que a biografia do piloto inglês Lewis Hamilton encalhou. Mas vejam que idéia idiota: fazer uma biografia de um cara com vinte e poucos anos. Não deu outra, lançada a um preço de quarenta dólares, tá custando três na internet. Mas o mundo dos livros têm este mistério: ninguém, mas ninguém mesmo, tem a fórmula perfeita para um best seller. Os grandes sucessos comprovam isso: eu acompanhei história do “diário do mago”, do Paulo Coelho. Um livro lançado por uma minúscula editora, chamada Eco. E agora o autor de “alquimista” comemora cem milhões de livros vendidos pelo mundo afora. A própria autora de “Harry Potter”, que morava de aluguel, era uma escritora mediana… Bem, eu acho que ainda é… Mas o lado bom deste mistério é que, como ninguém pode prever se um livro será um best seller, temos aí, no topo da lista, com quase trezentos mil exemplares vendidos, o excelente “mil oitocentos e oito”, do Laurentino Gomes. Mas eu sei, pelo menos, a baliza do mistério: o boca a boca. Roberto Drummond sempre me disse isso, e eu nunca dei muita importância. Hoje eu sei, e acho fantástico: a despeito das campanhas de marketing, quem manda é a opinião dos leitores.