Continuando os casos sobre a organização da minha biblioteca, eu pergunto: o que você coloca na prateleira mais alta?? Normalmente, o que você não vai ler nunca, né? Eu não. Na mais alta, eu coloquei a mais alta literatura: todos os 23 volumes dos Sermões do Padre Antônio Vieira. Ao seu lado, como não podia deixar de ser, toda a obra de Machado de Assis, em 15 volumes. José de Alencar, autor do magistral “Helena”, fica ao seu lado, com 13 volumes. O maranhense Humberto de Campos, autodidata e cronista de seu tempo, ocupa, com 29 livros, a fila dos mais altos. Lima Barreto, com quatro volumes e o austríaco Stefan Sweig, autor de “Brasil, o País do Futuro”, com mais 10 volumes, fecham as prateleiras mais altas da minha biblioteca.
Reservo ainda, nestas longuras que a boa vista não alcança, uma grande coleção da Livraria Garnier. Para quem não sabe, foi a livraria e editora mais importante do final do século XIX até meados do século XX. E olha, não havia um autor brasileiro que não queria ser editado por Baptiste Louis Garnier que foi, também o pioneiro e principal editor de Machado de Assis. Ou onde poderemos encontrar um dos romances de Honoré de Balzac que eu mais gosto, que se chama “Tio Goriot”??
“O Tio Goriot” conta a história de um jovem de origem nobre enviado por sua família para estudar Direito em Paris para fazer fortuna. Durante um ano de desvenda os segredos da sociedade, da vida, graças a dois vizinhos de sua pensão.