O montesclarense Darcy Ribeiro, no final da vida, fugiu do hospital para fazer uma noite de autógrafos no Palácio das Artes. Como ele tinha um garrancho monumental, eu fiquei de “tradutor”, ao lado dele. Acontece que a maioria dos textos para mulheres eram “cantadas” divertidíssimas. Eu traduzia e elas saíam chorando. Foi cômico e comovente. O Darcy sabia cativar as pessoas…
Eu estou à cata de um tal Caetano, objeto de uma dedicatória de Murilo Rubião, em 1948, em seu melhor livro, na minha opinião: “O Ex-Mágico”. Ouçam:
“Ao velho e querido Caetano – amigos de todos os tempos – com um grande e afetuoso abraço, oferece o Murilo”.
Eu tenho vários livros dedicados a João Etienne Filho, que era respeitadíssimo entre os seus pares. Clarice Lispector, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e tantos outros o tinham com um verdadeiro Mestre. Vejam a dedicatória comovente que Otto Lara Rezende lhe escreveu, em 1975, fazendo uma referência ao seu romance “O Braço Direito”:
“Para
João Etienne Filho, ao leitor do “Braço Direito”, meu leitor, meu braço, seu velho discípulo, admirador e amigo – relapso – Otto Lara Resende”
Preciso dizer mais?