Heloisa Seixas e as antologias

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Heloísa Seixas é uma escritora de mão cheia, com a versatilidade na pena do romance, do conto, crônica, da literatura infantil e até da não-ficção, como no caso de “O Lugar Escuro”.

Mas ela tem um outro talento, especial: um olho extraordinário para organização de antologias. É dela a seleção de contos de horror, de terror, góticos e romances de aventura publicados pela Record. Sua mais recente façanha foi a compilação de artigos publicados na revista “Manchete”, sob o título geral de “As obras-primas que poucos leram”, em dois volumes. São textos de gente de primeira linha como Otto Maria Carpeaux e Paulo Mendes Campos, em ensaios sobre livros clássicos, como “Ulisses” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

No baú de surpresas e projetos, coisas boas de se esperar: uma seleção de escritoras inglesas do século dezenove e uma ótima notícia: em julho, sai “O Leitor Apaixonado – Prazeres à luz do Abajur”, uma coletânea de artigos sobre literatura escritros por Ruy Castro, seu companheiro nesta vida. Ah, pra quem não sabe, foi a Heloisa Seixas que selecionou os textos sobre cinema, de “Um Filme é para Sempre”, e os de música popular, contidos no excelente “Tempestade de Ritmos”, todos do Ruy Castro e editados pela Companhia das Letras.