Matemática

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Um amigo, o compositor Celso Adolfo, poeta dos bons, me falou uma frase, outro dia, que ficou gravada na alma: “a poesia é a música da matemática”.
E acabei de ler O Instinto Matemático, do professor norte-americano Kevin Devlin. No livro, ele defende que existem dois tipos de matemática: a natural e a simbólica. A natural é íntrínseca aos animais e cita como exemplo o senso de direção na perseguição e captura das presas, a migração dos pássaros e a orientação das formigas. Joguem pedaço de pau para um cachorro pegar. Ele vai escolher o ponto exato para alcançar este objeto no menor espaço de tempo possível. Isso é pura matemática.
A simbólica é exclusiva dos homens. O autor argumenta que o ensino tradicional condiciona o raciocínio matemático a regras e leis que nos limitam. Cita como exemplo um comerciante de pouca instrução que faz contas complexas ao vender cocos em uma feira mas não consegue resolver o mesmo problema, na forma de teste aritmético.
A contribuição maior deste livro é mostrar que podemos aprender matemática com os animais, com a natureza e com as pessoas mais simples. E que regiões do nosso cérebro pode ser estimuladas e exploradas porque temos habilidades matemáticas inatas.
Leiam O Instinto Matemático, de Kevin Devlin, que escreveu também O Gene da Matemática e Os Problemas do Milênio, todos editados pela Record.