Quinta edição

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A ouvinte – leitora Vanda Guerra mandou uma história aqui para a Guarani que resolvi contar, com a sua devida autorização.
Ela tem um sobrinho-neto de sete anos que tornou-se um leitor inveterado. Dia deste, perguntou para mãe dele porque estava escrito em um livro a frase “Quinta Edição”. A mãe, filha da Vanda, explicou que os livros eram impressos em partidas e que aquela será uma quinta vez que o livro era impresso.
Ele não entendeu. Ela explicou, de um jeito diferente – coisa que não se deve fazer com criança esperta, na minha modesta opinião. Mas vamos lá:
Ela disse assim: Se a Júlia, sua prima, vem aqui em casa, vê um livro e gosta dele, o que ela faz? Vai vai na livraria pra comprar um igual. Quando chega lá, o livro acabou, todo mundo já comprou, ele esgotou. O que a Editora faz? Manda fazer uma nova edição para que todos possam ter o livro. Entendeu?
Vejam o que o sobrinho da D. Vanda respondeu: entendi, sim, mãe, mas isso não está certo. Se ela quer ler o livro, eu empresto pra ela. A gente tem que dividir com os outros as coisas que temos e que os outros gostam.
Entenderam o recado? Depois de ler o livro, deveríamos emprestá-lo. Dica de criança é sagrada. Topam? Tirem aquele livro empoeirado da estante e doem, emprestem. O sobrinho-neto da Dona Vanda está certíssimo, aos sete anos de idade.