fbpx

Um casal de poetas redescobre “Uma Praça Chamada Liberdade”

25 de novembro de 2019

 

No próximo dia 12 de dezembro, 5a-feira, aniversário de 122 anos da cidade, , em uma edição especial do projeto “Sempre Um Papo”, será lançado o livro “Uma praça chamada Liberdade” (Tercetto Edições) – uma parceria dos poetas Thais Guimarães e Carlos Ávila. Produto de um projeto incentivado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Prefeitura de Belo Horizonte, o volume reúne textos inspirados em uma experiência de observação da Praça da Liberdade desenvolvida pelos dois, em dias e horários determinados. Será na Livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 274, na Savassi, em Belo Horizonte), a partir das 17 horas.

 

O projeto foi inspirado em uma experiência do escritor francês Georges Perec (1936/1982). Em 1974, ele realizou um trabalho experimental de campo, observando por três dias a Praça Saint-Sulpice, em Paris. Seu objetivo foi anotar as ocorrências no espaço, dedicando seu olhar para as “visibilidades invisíveis”. Os mais insignificantes eventos foram registrados num caderno de notas que resultou no livro “Tentativa de esgotamento de um local parisiense”.

 

A experiência de Perec foi adaptada ao contexto belorizontino e centrada na Praça da Liberdade, espaço urbano importante na história e na vida da cidade – um verdadeiro ícone mineiro. Incluiu também, ao invés de apenas um, dois olhares diferenciados, o de Thais e o de Carlos – ou seja, duas linguagens diversas e pessoais.

 

Segundo o escritor Jacques Fux, autor do prefácio e especialista na obra de Perec, “Thais Guimarães e Carlos Ávila apresentam seu olhar simultâneo e inefável para a tentativa desesperada de qualquer escritor por registrar, compreender, envolver e enumerar, mesmo que parcialmente, todos os elementos – sentidos, sensações, atos, conversas, pessoas, bichos, barulhos, veículos, etc. – de uma obra viva e em movimento”.

 

Outro elemento diferencial na adaptação do projeto francês ao contexto de BH foi a inclusão do escritor Flávio Oliveira, que possui deficiência visual, para propor um esgotamento “faltoso” da Praça em apenas um dos dias de observação, ao lado de cada um dos poetas. A participação de Flávio acrescenta uma espécie de descrição perceptiva do local.

 

Além das anotações de Flávio, o livro traz também no apêndice um texto sobre o projeto, informações sobre a história da Praça da Liberdade, um “Inventário parcial” (com os elementos – bancos, postes, fontes, esculturas etc. – que compõem a Praça) e um “Inventário do olhar” (uma lista dos pássaros, plantas e flores encontrados naquele espaço urbano).

 

Num formato próximo do pocket book, “Uma praça chamada Liberdade” é o segundo título lançado pela Tercetto Edições. Com 144 páginas, o livro tem projeto gráfico de Glória Campos e fotos de capa e contracapa de Juninho Mota.

 

Para contatos e/ou entrevistas com os autores:
Thais Guimarães ( 991065748) – Carlos Ávila (991793131)

[fbcomments]