Acabo de me filiar à Sirf – Sociedade Internacional de Resgate à Fantasia – uma entidade centenária que tem como principal função não deixar o sonho morrer. No Sempre Um Papo de ontem, pude entrevistar a Diretora de Heranças Culturais da Sirf Luciana Savaget, jornalista corajosa, que viajou ao Oriente Médio para salvar histórias e personagens do esquecimento.
É tanta notícia ruim no jornal que acabamos nos esquecendo que Bagdá, capital do Iraque – antes território da Mesopotâmia, hoje teoricamente cercado pelas tropas norte-americanas – é cenário de algumas das mais belas aventuras do nosso mundo. Quem aí não leu, quando criança, as histórias da princesa Sherazade, do Marujo Simbad ou a lâmpada de Aladim? Mas os recentes conflitos na região estão acabando com as riquezas culturais daquele lugar. Os palácios são bombardeados, as bibliotecas queimadas. Dentro delas, milhares de histórias e personagens se perdem.
Defender o sonho em meio a tanta destruição é o que a Sirf quer. Em 2005, Luciana foi àquela região e, junto com outros membros, conseguiram proteger milhares de personagens do esquecimento. No papo de ontem, ela contou que as únicas armas utilizadas para a operação foram os livros.
Enquanto o mundo vive com medo e a gente fica cada vez mais apático com o convívio em sociedade, filiar a uma entidade 100% imaginária que só quer o bem – o nosso e o do próximo – é um grande investimento. Minha carteirinha é a de número 1001-8901 e, a partir de agora, estará guardado junto aos outros documentos importantes, afinal, tem coisa melhor que sonhar?
Se você quiser saber mais sobre as operações da Sirf no Oriente Médio ou até mesmo se filiar, não deixe de ler o livro infanto-juvenil “Operação Resgate na Jordânia”, a venda nas melhores livrarias. Tenho certeza que você vai querer fazer parte desse “time imaginário”.
Conclusão: O bom contador de histórias é aquele que te envolve de tal maneira que você se sente parte da ficção. E passa a história pra frente, formando uma rede. É isso que faz um jovem de 24 anos fechar os olhos, virar criança e sentir que pode dar uma volta no tapete de Aladim. Luciana Savaget, você é craque!
:: Por Rafael Araújo