Rubem Alves, a história, a literatura

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Bom mesmo é passar horas ouvindo Rubem Alves contar casos. E foi o que mil e quinhentas pessoas fizeram, noite destas, no Palácio das Artes. Ele foi lançar seu livro de memórias “O Sapo que Queria ser Príncipe”.
Mas o que eu ouvi de mais interessante foi a sua opinião sobre o ensino da história, ao responder uma pergunta da platéia. Ele sugeriu que a literatura e a história caminhassem junto, nas escolas brasileiras.
Quer conhecer Portugal? Leiam “Memorial do Convento”, de Saramago. Quer saber sobre a Idade Média? Leiam “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco ou “O Físico”, de Noah Gordon. Quer conhecer a história da imprensa no Brasil? Leiam “Chatô”, do Fernando Morais.
Eu acrescentaria: música, a biografia de Carmem Miranda, futebol, a de Garrincha e teatro, a do Nelson Rodrigues. Todos escritos pelo Ruy Castro. Jornalismo e Literatura em Minas Gerais? “O Desatino da Rapaziada”, de Humberto Werneck. Enfim, a lista é grande. Mas o legal da dica do Rubem é isso: convidem os jovens a conhecer a história através da literatura. É gostoso, instigante e, principalmente, ensina.

Ou alguém aí prefere a história da guerra do Paraguai?