São cinquenta anos de história. O Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro é, de longe, o mais importante reconhecimento ao autor brasileiro. O prêmio em dinheiro é simbólico, mas ter um Jabuti na carreria é muito importante para um escritor.
E já saíram os duzentos finalistas, entre mais de dois mil inscritos, em vinte categorias: melhor projeto gráfico, livro de poesia, direito, ciências humanas, e por aí vai.
Minas Gerais está muito bem representada com Ângela Lago, Marco Lacerda, Paulo Schmidt, o premiadíssimo Bartolomeu Campos Queirós e os bambas da New Design, Ângela Dourado e Bernardo Lessa.
Mas orgulho e alegria mesmo, eu sinto com o retorno e a presença de Jaime Prado Gouvêa, com o livro de contos “Fichas de Vitrola”, editado pela Record. Há muitos anos quieto, Jaime decidiu retomar a carreira e o resultado foi imediato. E o Jaime tá lá, concorrendo com veteranos como Rubem Fonseca.
E, novidade boa, ano que vem, a Record reedita o seu “O Altar das Montanhas de Minas”, um belíssimo romance.
Agora é torcer pro Jaime estar entre os três ganhadores. Ele, e a literatura de Minas Gerais, merecem.