O táxi, a crônica e a gripe

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O verdadeiro cronista tem, nos fatos do dia-a-dia, a matéria-prima do seu trabalho. E ninguém melhor do que um taxista para colher, in loco, os acontecimentos de uma cidade. Pois é o que faz o taxista de Porto Alegre Mauro Castro, no volante de seu Fiat Uno Mille vermelho. Ele já escreveu o livro “Taxitramas – Diário de Um Taxista” e mantém, desde 2003, na internet, um divertidíssimo blog. Acabo de ler as histórias que ele coleciona sobre a gripe suína. Um amigo dele contou que uma senhora entrou no táxi com máscara. Aí deu vontade de espirrar. Tirou a máscara, espirrou e colocou de novo. E ainda xingou o taxista porque ele abriu as janelas! Em outra, ele ouviu de uma passageira psicóloga uma história preocupante. Um cliente dela tem TOC – transtorno obsessivo compulsivo – de lavar as mãos de 30 em 30 minutos. Com esta história da gripe, ele está lavando de 30 em 30 segundos. Mas o mais importante é que o Mauro Castro tem talento. Confiram no blog www.traxitramas.com.br