Li, tapando o nariz, o livro “Marilyn e JFK”, escrito por François Forestier. Vejam, na orelha do livro este François diz o seguinte, sobre si: “para iluminar um pouco tanta escuridão, foi preciso uma sólida documentação, um editor paciente e um defeito crucial: Uma má ídole. E isso eu tenho”. Feita esta frase, o leitor mergulha na sórdida vida de Marilyn Monroe, seus inúmeros amantes, e o senador John Fitzgerald Kennedy, que tem seu retrato pintado com cores também igualmente sórdidas.
O texto transborda cinismo e humor negro e revela os dez anos de relacionamento amoroso entre o maior símbolo sexual do planeta e o mais carismático político da história dos Estados Unidos.
Uma Marilyn drogada e à beira da loucura e um JFK com os piores defeitos que um ser humano pode ter se misturam a histórias de chantagens, perseguições pela CIA e KGB, voyerismo de Estado e vejam só: eleições compradas com dinheiro ilícito – ruim um país que tem esta mancha na sua história, né? Mas o livro é bom de ler. Eu falei de “Marilyn e JFK”, escrito por François Forestier, crítico de cinema da revista Nouvel Observateur, romancista e biógrafo. De má índole.