Luis Giffoni

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Belo Horizonte tem um maravilhoso maluco chamado Luis Giffoni. Engenheiro de profissão, largou tudo, há um tempo, decidido a viver de literatura. Ganhamos todos nós. Hoje, ele têm dezenove livros publicados, a maioria por um selo próprio, a editora Pulsar. Seus livros mais recentes são: China – o despertar do dragão, o reino dos puxões de orelhas e retalhos do mundo e a verdade tem olhos verdes. Agora, ele acaba de lançar o livro que conta a história do bispo mais polêmico que Minas Gerais já teve: Dom Frei Manoel da Cruz. Na verdade, ele foi o primeiro bispo que nosso estado teve, designado para a diocese de mariana, em mil setecentos e quarenta e cinco. Com um detalhe: ele veio à pé de São Luís do Maranhão, fazendo uma jornada de quatro mil e quinhentos quilômetros durante quinze meses. Durante o seu polêmico bispado, que durou vinte e um anos, ele perseguiu os mineiros contrabandistas de ouro, ameaçou os que não pagavam o quinto real, misturou-se com a política, indicou amigos e perseguiu, principalmente, perseguiu muitos. Ao morrer, deixou uma imensa fortuna em ouro. Mas foi ele também que ergueu as principais igrejas, conventos e o seminário de Mariana. Foi ele que iniciou a devoção ao sagrado coração de Jesus. E foi ele que instalou o famoso órgão Arp Schinitger, na catedral da sé, de mariana. Luis Giffoni traz à tona, com “Dom Frei Manoel da Cruz” um importante personagem, fundamental no entendimento dos motivos que levaram à nossa maior insurreição, a inconfidência mineira. Mais informações no site www.editorapulsar.com.br