Humberto Werneck é jornalista autor de “Chico Buarque – Letra e Música”, “O Desatino da Rapaziada – Jornalistas e Escritores em Minas Gerais”. Biografia que vai se chamar “O Santo Sujo – A Vida de Jayme Ovalle” vai sair pela Cosac Naif em julho. Já tem 17 anos. Paraense, nascido em 1894. Conviveu com Pixinguinha, Sinhô, Donga, na década de 20, Manoel Bandeira, Portinari, Di Cavalcanti, anos 40, Fernando Sabino, Vinícius de Moraes. O movimento do mundo, era nos bares. Vida boêmia, anos 20, 30, época da Lapa. Jayme Ovalle foi um puta personagem. Espirituoso, originalíssimo, nenhuma história era convencional. Jayme Ovalle é um poeta e compositor brasileiro que morreu em 65 com 61 anos. A coisa mais conhecida que ele fez em música foi “Azulão”, letra do Manoel Bandeira. Um grande artista sem os meios para botar esta arte para fora. Influenciou uma série de outras pessoas. Bandeira, Vinícius de Moraes, personagem de Fernando Sabino “Germano”, do Encontro Marcado, Murilo Mendes. Presença, conversa, papo, idéias, Como disse HW, uma luz refletida nos outros. Moda entre intelectuais: nova gnomonia. Uma conversa de botequim – divisão da humanidade em cinco categorias. A nova gnomonia. Os parás, muzarlescos, kernianos, os Dantos e onésimos. Cada categoria era baseada em uma pessoa real.