Araquém Alcântara, um dos mais competentes fotógrafos brasileiros, lança três livros que enfocam a fauna, flora e meio ambiente. Araquém, além de fotógrafo, é ativo defensor da causa ambiental.
Bichos do Brasil mostra a fauna brasileira e alerta para a extinção de espécies e a urgência de reverter esse processo. O segundo livro, Mata Atlântica chama a atenção para a riqueza da floresta nativa da costa brasileira e para a importância da sua preservação.
Mas o livro que eu espero, há mais de dois anos, é Cabeça do Cachorro, escrito pelo médico Drauzio Varella e ilustrado com cem fotos de Araquém Alcântara. É uma uma investigação sobre os mistérios e belezas de uma das regiões mais inóspitas do planeta, o desabitado noroeste do estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia e Venezuela. É o Alto Rio Negro, terra das florestas mais preservadas da Amazônia.
Drauzio e Araquém, juntos ou separados, percorreram a região onde vivem vinte e três etnias há mais de três mil anos. Muitos deste índios há muito tempo não viam gente branca. No livro, ele relata o impacto das milhares de espécies de animas e plantas nativas, o sons e as cores sob a mata fechada. Esta aliança para o bem, de Drauzio Varella e Araquém Alcântara, produziu um dos mais bonitos livros que eu já vi.
Procurem, nas boas livrarias, Cabeça de Cachorro, com fotos de Araquém Alcântara, o colecionador de mundos e texto de Drauzio Varella, o conhecedor de almas.