Biblioteca do Acre

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Estou em Rio Branco, no Acre, e acabo de visitar a Biblioteca Pública do Estado, recém-inaugurada. É coisa pra gente se orgulhar de ser brasileiro. Localizada no centro de Rio Branco, é um prédio moderno, de três andares, pé direito alto, iluminada. Tem até um pingo de Minas Gerais: o Giramundo fez uns móbiles de peixes, que ficam no hall da escada, na frente de um grande vidro. De fora, parece um aquário. Lindo.
É a chamada biblioteca viva, um verdadeiro centro cultural: ao lado dos livros, um conjunto de equipamentos e atividades que vão da cultura digital ao teatro, música, dança, com obras em braille e briquedoteca. Tem uma ampla sala outra com oitenta computadores e acesso à internet gratuito, videoteca com capacidade para cento e vinte pessoas, espaços para estudo em grupo, ambiente esclusivo para crianças, biblioteca virtual e até uma sala de cinema. Outra coisa importante: programação voltada para a formação dos novos leitores.
E o mais importante: tudo construído sem leis de incentivo, com recursos do tesouro estadual. Só na compra de livros novos, o Governador Binho Marques, que sucedeu Jorge Viana, destinou mais de um milhão de reais, que vai elevar o acervo desta casa de leitura para cerca de noventa mil títulos.
Eu vi com meu próprios olhos e coração. Que a experiência de leitura de Rio Branco seja modelo para todo o Brasil.