Nesses 22 anos de vida, muitas foram as alegrias. Houve preocupação, ansiedade, frustração e, em alguns momentos, até desespero, entretanto, o que, de fato, permanece nas mais íntimas lembranças de cada um que, direta ou indiretamente, participou do “Sempre Um Papo” é a emoção do dever cumprido. Em grande parte, a felicidade e a confiança que isso trás. Muito mais do que os percalços, limites e obstáculos pelos quais, inevitavelmente, passamos ficam os encontros, as experiências e, sempre, a literatura e tudo o que ela é capaz de proporcionar. Gente de todas as idades, etnias, crenças e personalidades brindando a magia da literatura. Isso, sim, fortalece o papel da cultura e do nosso trabalho, nos aponta um caminho de menos incertezas, nos mostra a realidade de um esforço que já dura mais de duas décadas.
Nosso ‘livro’ tem milhares de histórias e os ‘leitores’, espalhados por vários cantos do país, chegam ao número de 1 milhão. Nessa arena de idéias e encontros, as emoções afloram, palavras se realinham, sorrisos e gargalhadas surgem, silêncios fazem barulho e as descobertas e redescobertas se revelam essenciais.
De tudo isso fica muito. Fica a intenção de fazer mais do que já foi feito. Fica a certeza da diferença, do empenho e do movimento. Fica a força da arte. Fica o papo. O nosso “Sempre Um Papo”.
A todos que estiveram e vão estar conosco, obrigado e o meu também parabéns.
Em nome de toda a equipe do “Sempre Um Papo”,
Afonso Borges
