Olha, eu não sei o que pensar, sinceramente. O ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos, mineiro de Jacinto, fugiu da cadeia no Natal passado. Segundo a Geração Editorial, ele vai dar uma entrevista, por Skype, da Austrália, sobre o seu novo livro, “O Goleador – Morte e Corrupção no Futebol”. O livro se inspirou naquele final da Copa do Mundo de 88, onde o Brasil foi goleado por 3 a 0 e acusado de entregar a rapadura. No livro, ele mistura assassinato, homossexualismo, fama, corrupção, pedofilia e tudo mais de horroroso com o mundo do futebol.
E o mais complicado: ele é autor reconhecido na França, publicado pela prestigiada Gallimard. E não um mas dois livros. Mas o que mais me incomoda é a declaração que ele dá, por onde vai: Abre aspas: “Sem dúvida, se não fosse a prisão, eu não teria encontrado a literatura. Foi uma dádiva divina…” Gente, nem a cadeia, nem a literatura, muito menos Nosso Senhor Jesus Cristo, merece isso…