Moacyr Scliar e a história da bela Tamar

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Depois de “A Mulher que escreveu a Bíblia” e “Os Vendilhões do Templo”, o bom imortal gaúcho Moacyr Scliar acaba de lançar mais um livro que tem como inspiração um texto da Bíblia: chama-se “Manual da Paixão Solitária”, editado pela Companhia das Letras.

O capítulo 38 do Livro do Gênesis conta a história do patriarca Judá, irmão de José, e sua relação com Tamar, que casou-se com dois de seus três filhos. Como eles morreram, pela tradição, ela deveria se casar com o terceiro, um adolescente chamado Shelá, que é o narrador desta triste história, no texto bíblico.

O que o Moacyr fez? Escreveu um romance, onde a história, desta vez, é narrada pela bela Tamar. Aí tudo muda de figura. E, inteligentemente, Scliar contextualiza o livro em um Congresso de Estudos Bíblicos, nos tempos de hoje, onde o Manuscrito de Shelá é o ponto central da discussão. Um historiador consagrado e uma antiga aluna são os antagonistas. E deste embate, surge a surpreendente história de Tamar.

Amigos, Scliar já escreveu mais de oitenta livros. E está bom como vinho. Uma boa surpresa, a cada taça. Recomendo “Manual da Paixão Solitária”, de Moacyr Scliar.