14 anos sem Caio Fernando Abreu

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Hoje completam-se quatorze anos que Caio Fernando Abreu nos deixou. Caio perfila a galeria de artistas geniais que a AIDS levou, como Cazuza, Herbert Daniel, Betinho, Henfil, Chico Mário. Caio é o espelho de uma geração angustiada da década de oitenta que enfrentou os desafios da ressaca da ditadura e todas as incertezas do futuro. Um grande escritor com romances, novelas e contos que merecem estar na sua lista de leitura, caro ouvinte/leitor. Recomendo “Morangos Mofados” , “Ovelhas Negras”, “Os Dragões não Conhecem o Paraíso”, “Pedras de Calcutá” e “Onde Andará Dulce Veiga?”. Eu o conheci na casa de Lygia Fagundes Telles, que o chamava de “escritor da paixão”. Passamos uma tarde conversando. E quem quiser saber mais sobre esta figura especial, leiam o recém-lançado livro de sua amiga Paula Dip, chamado “Para Sempre Teu, Caio F” – cartas, conversas e memórias de Caio Fernando Abreu.