Imagine uma São Paulo no ano de 2068. O escritor e jornalista Edson Aran, diretor de redação da revista Playboy, não só imaginou como passou para o papel e escreveu um livro. Em uma cidade inventada, as pessoas não podem andar nas ruas, tomadas por traficantes e fanáticos do marxismo teocrático. Os ricos e classe média moram em shopping centers, chamados de cidades-cubo. Lá vive um crítico de arte que encontra uma pintura original do francês Eugéne Delacroix. A obra escapou de um incêndio no acervo do Museu do Louvre, promovido pelos fundamentalistas islâmicos que governam a França. Este é o enredo do divertido romance futurista de Edson Aran, intitulado “Delacroix escapa das chamas”, que eu recomendo.