Roberto Drummond

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Com grande afeto, e muita saudade, quero relembrar Roberto Drummond, falecido em dois e mil e dois. Em parte, pela reedição de seu livro mais famoso, “Hilda Furacão”, imortalizado pela atriz Ana Paula Arósio, na televisão. O Roberto era danado… Até hoje, a gente não sabe, de verdade, se Hilda Furacão existiu. Eu fico com a versão que ele me contou: ela existiu, de verdade, e bagunçou o coração de uma geração de mineiros… Outra lembrança importante: o respeito e admiração que Roberto Drummond tinha por belo horizonte. Ele tratava Beagá como Dostoievski e os outros imortais da literatura lidavam com a sua cidade. Ele dizia que Belo Horizonte e Viena são iguais, na imaginação dos leitores. E foi o que fez com Hilda Furacão, ambientando o romance na nossa cidade. Olha, às vezes eu nem acredito que se passaram seis anos da morte do Roberto. Bem, a geração editorial, de outro bom mineiro, Luiz Fernando Emediato, pretende negociar todos os títulos de Roberto. Por enquanto, tem “Inês é morta”, “sangue de coca-cola” e o livro póstumo, “dia de são nunca à tarde”. Ainda este ano, sai o livro de contos “quando fui morto em cuba”.Eu me lembro sempre do divertido recado que ele deixava na secretária eletrônica: – Afonso, dê um sinal…