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Repórter de guerra francês lança “Diário de Myriam” no Brasil

10 de junho de 2018

O diario de Myriam na Sria

Sempre Um Papo e Fliaraxá  trazem ao Brasil o co-autor de “Diário de Myriam”, um relato da guerra da Síria feito por uma adolescente

O repórter de guerra francês participa do Sempre um Papo e do Fliaraxá, em São Paulo (Blooks), Araxá e Rio de Janeiro (Museu do Amanhã)

O Sempre Um Papo e o Fliaraxá, em parceria com a DarkSide, traz o jornalista francês Philippe Joblois para uma rodada de conversas, no lançamento do livro “Diário de Myriam” (Ed. DarkSide). Com o tema “A Guerra na Síria e a Questão dos Refugiados”, ele fala no dia 28 de junho, quinta-feira, às 19h30, na Blooks Livraria (Shopping Frei Caneca), em São Paulo; do dia 29/06 a 01/07, estará no Fliaraxá e no dia 03/07, terça-feira, às 19h30, ele debate no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

 De um lado, uma menina judia que passou anos escondida no Anexo Secreto tentando sobreviver à guerra de Hitler. De outro, uma garota síria que sonha em ser astrônoma e vê seu mundo girar após a eclosão de um conflito que ela nem mesmo compreende.

Mesmo separadas por mais de setenta anos, Anne Frank e Myriam Rawick têm um elo comum: ambas são símbolos de esperança e resistência contra os horrores de um país em guerra e acreditaram no poder das palavras. O Diário de Anne Frank emocionou leitores de todos os cantos do mundo, e agora é hora de conhecer O Diário de Myriam, mais recente lançamento da linha Crânio da DarkSide® Books.

O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina.

Assim como acompanhamos a Segunda Guerra Mundial pelos olhos da pequena Ada em A Guerra que Salvou a Minha Vida e a Guerra que me Ensinou a Viver, O Diário de Myriam apresenta a perspectiva de uma garotinha que teve sua infância roubada ao crescer rodeada pelo sofrimento provocado pela Guerra da Síria. Myriam começou a registrar seu cotidiano após sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo aquilo que viveu para, um dia, poder se lembrar de tudo o que aconteceu.

Escrito entre novembro de 2011 a dezembro de 2016, o diário alterna entre as doces memórias do passado na cidade de Alepo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma autêntica contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na TV, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o sequestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.

O Diário de Myriam é aquele livro que sempre vai ficar mais próximo do coração de cada um, pois foi escrito da mesma maneira. Como os outros títulos da linha Crânio, o testemunho de Myriam faz um convite à reflexão do agora e estimula o leitor a entender e questionar o mundo que estamos construindo – além de ser um exercício de empatia pela dor do outro.

A Guerra da Síria deixou mais de quatrocentos mil mortos e transformou cinco milhões de pessoas em refugiadas ao longo dos últimos sete anos. Myriam é apenas uma entre milhões de vozes que sofrem diariamente, mas suas palavras conseguem falar por todas elas.

Philippe Lobjois é um repórter de guerra francês e autor de diversos livros. Estudou ciências políticas em Paris e já cobriu o Conflito Karen, a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão. Quando a Guerra da Síria eclodiu, ele decidiu ir até a cidade de Alepo, onde descobriu a história de Myriam. Após um mês vendo de perto o caos provocado pela guerra, ele conseguiu localizá-la e, juntos, trabalharam para revelar sua história ao mundo.

Myriam Rawick começou a escrever em seu diário aos oito anos de idade. Seus registros sobre a Guerra da Síria compreendem o período entre novembro de 2011 e dezembro de 2016. Refugiada em sua própria cidade, Myriam viu seu lar ser devastado e conta como Alepo, uma das cidades mais antigas do mundo, foi destruída num piscar de olhos. Desde o fim das hostilidades em sua cidade natal, Myriam voltou para lá apenas uma vez. Ainda assim, algumas coisas continuam iguais: ela segue escrevendo sobre sua vida em seu diário.

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