O Menino do Dedo Verde e o Maranhão

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Outro dia faleceu a Corin Tellado, que me fez voltar à juventude, com seus livros de amor melosos e reprimidos. Agora, volto à infância, com a notícia da morte do Maurice Druoun, aos 91 bem vividos anos, autor de “O Menino do Dedo Verde”, um dos maiores encantamentos da minha vida. Foi o primeiro assombro que eu tive sobre a importância da preservação do meio ambiente, foi quando eu descobri a palavra “ecologia”. A fábula contada na pela do menino Tistu e seu velho jardineiro Bigode é, até hoje, uma história atual. Faço minhas as palavras o de seu tradutor, Dom Marcos Barbosa: “esta história é filha da era da poluição, da agressividade e do desentendimento. E sua missão é justamente despoluir, humanizar”.

Para o nosso orgulho, Maurice Druon tem sangue brasileiro: seu bisavô, Odorico Mendes, escritor maranhense, ficou conhecido com o tradutor de Homero e Virgílio.

Quem não leu, corra, leia, compartilhe com seus filhos, parentes e agregados a fábula de “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon. Eu vou reler com as minhas filhas hoje.