Mário Faustino, poeta genial, na lista da UFMG

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Estou feliz como um passarinho pela inclusão do poeta Mário Faustino, com o seu único livro de poemas “O Homem e sua Hora” na lista da UFMG para o vestibular 2010. Faustino é natural de Teresina, Piauí, minha segunda terra. Aos dez anos mudou-se para Belém do Pará, onde se formou e depois, aos 25 anos, para o Rio de Janeiro. Intelectual brilhante, ensaísta, crítico, tradutor de Baudelaire, Mallarmé, Rimbaud, Verlaine, era moderno como o País da década de cinqüenta. Editou a página “Poesia-Experiência”, no histórico Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e ali veiculou os novíssimos de então: Haroldo e Augusto de Campos, Décio Pignatari, entre tantos, geniais. Morreu cedo, em um acidente de avião no Peru. Andam dizendo que Mário Faustino é difícil. Não caiam nesta conversa. Faustino só é pouco conhecido. Leiam, releiam e deixem a alma ficar contaminada por este poeta elegante, metafísico e inteligente. Comecem por “Breve Elegia”, que termina assim:

Então,
Luz após luz remota, um sol atroz
Atira-me do sonho nos recifes
Reais donde diviso a tua fuga:
Jamais a madrugada traz nos braços
Relíquias de uma lua que adoramos.