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João Paulo Cuenca

16 de setembro de 2016

Quando: 22/08, segunda-feira, às 19h30
Local: Sala Juvenal Dias, Palácio das Artes – Av. Afonso Pena 1537, Centro

O Sempre Um Papo recebe o escritor João Paulo Cuenca para o debate e o lançamento do livro “Descobri que Estava Morto” (Tusquets). Trata-se de um romance baseado na notícia real do registro de seu óbito em uma delegacia do Rio de Janeiro. Após uma discussão com vizinhos, em 2011, Cuenca recebe a noticia de que estava morto: um cadáver foi identificado com sua certidão de nascimento em um edifício invadido no bairro carioca da Lapa. Assim, começa a investigação real que deu origem à obra. O texto também virou roteiro de filme, o longa homônimo, dirigido pelo escritor em diálogo com seu livro.

Publicado em Portugal em 2015, “Descobri que Estava Morto” foi sucesso de público e crítica. “(…) o que emerge é o relato descarnado de um homem em confronto consigo mesmo (ou melhor, com a imagem que faz de si mesmo) e o retrato de uma cidade que está, também ela, num processo de metamorfose identitária.” Revista E – jornal Expresso (Portugal).

A edição brasileira, conta com a orelha escrita por Sergio Sant´Anna, além de ‘blurbs’ do premiado escritor espanhol, Enrique Vila-Matas, e de um dos mais brilhantes ensaístas brasileiros, Silviano Santiago, e ainda do escritor espanhol Gonçalo M. Tavares.

“Não poderei mais voltar ao bairro de Trastevere, em Roma, e entrar na Libreria del Cinema sem pensar que ali morreu, em 14 de julho de 2008, o grande J.P. Cuenca, jovem autor brasileiro a quem admirava e que tinha certeza de que viria a ser um dos grandes escritores das Américas. Simulação e desaparecimento, temas tratados com luvas de pelica, eram os eixos de sua narrativa, e não duvido que, se tivesse continuado a viver e a escrever, teria sido capaz de tudo, inclusive de escrever depois de morto.” (Enrique Vila-Matas)

“Deus e o Acaso se encontram na Lapa. O Acaso trama a morte de Cuenca. Deus tira-lhe a vida. E o cartório atesta o fato. Cabe ao morto-vivo virar detetive em causa própria, protagonista paranoico em filme de Polanski. Rende o drama rocambolesco: episódios se sucedem em ritmo sôfrego, alucinante e desesperador. Tecida pelo Acaso e por Deus, a trama tem malhas finíssimas e misteriosas. A fábula de Kafka é simbólica porque não tem começo nem fim. Acontece. Surpreende.” (Silviano Santiago) “Uma estranheza desde o início, e que não cessa; e depois, sempre, a ironia trágica de Cuenca, a sua distância lúcida, por vezes terrível, em relação a si próprio.” (Gonçalo M. Tavares)

J.P. Cuenca nasceu no Rio, em 1978. É autor dos romances Corpo presente (2003), O dia Mastroianni (2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (2010), além das crônicas de A última madrugada (2011). Em 2007 foi selecionado pelo Festival de Hay como um dos 39 jovens autores mais destacados da América Latina e em 2012, foi selecionado pela revista inglesa Granta como um dos melhores jovens escritores brasileiros. É colunista da Folha de S. Paulo e diretor de A morte de J.P. Cuenca (2015), filme relacionado ao romance Descobri que estava morto.

Serviço: João Paulo Cuenca no Sempre Um Papo Local: Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro/BH Data /Horário: 22 de agosto, segunda-feira, às19h30 Informações: 31 32611501 – www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa: Jozane Faleiro – jozane@sempreumpapo.com.br – 31 992046367

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