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Em BH, o encontro dos bambas: Joca Terron e Paulo Scott

30 de agosto de 2019

O Sempre Um Papo promove o encontro da dupla mais talentosa da nova literatura brasileira, Joca Reiners Terron e Paulo Scott para o debate e o lançamento de seus mais recentes livros. Terrons “A Morte e o Meteoro” (Todavia, 2019) e Scott lança “Marrom e Amarelo” (Cia das Letras). O evento será no dia 18 de novembro, segunda-feira, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes/BH, com entrada gratuita.

 

“A morte e o meteoro”, Joca Reiners Terron (Todavia, 2019)
Restam apenas cinquenta índios kaajapukugi no mundo. Com o fim da Amazônia, a tribo perdeu sua terra e sua subsistência, e agora caminha cega rumo ao desaparecimento. Cabe ao enigmático Boaventura, misto de indigenista e aventureiro, conduzir os últimos kaajapukugi, na condição de refugiados políticos, a um santuário no México. Mas Boaventura morre subitamente, e o funcionário responsável por concluir o plano se verá em meio a uma conspiração macabra e a um mistério cujos tentáculos se expandem para o passado e o futuro.

 

Joca Reiners Terron
Nasceu em Cuiabá, em 1968, e vive em São Paulo. Poeta, prosador e designer gráfico, foi editor da Ciência do Acidente, pela qual publicou o romance Não há nada lá e o livro de poemas Animal anônimo. É autor também dos volumes de contos Hotel Hell, Curva de rio sujo e Sonho interrompido por guilhotina. Dele, a Companhia das Letras publicou Do fundo do poço se vê a lua, vencedor do prêmio Machado de Assis na categoria melhor romance.

 

“Marrom e Amarelo”
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito gente boa”. Federico é claro, “de cabelo lambido”. Lourenço é preto. Filhos de pai preto, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles crescem sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, e Federico se torna um incansável ativista das questões raciais. Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.

 

Agora, com 49 anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.

 

 

“Marrom e Amarelo” é um livro que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.

 

Paulo Scott
Nasceu em Porto Alegre em 1966. Escritor e professor universitário, publicou dez livros: quatro romances, um livro de contos e cinco de poesias. Recebeu os prêmios Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, APCA, Açorianos de Literatura, entre outros, e foi finalista de prêmios como Jabuti, Prêmio São Paulo de Literatura, Prémio Literário Casa da América Latina (Portugal). Vive atualmente em Garopaba, Santa Catarina.

 

Sempre Um Papo Joca Reiners Terron e Paulo Scott
Dia 18 de novembro, segunda-feira, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes/BH, com entrada gratuita.
Informações: 31 32611501 – www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa:
Jozane Faleiro – 31 992046367 – jozane@sempreumpapo.com.br

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