Biblioteca Cubana

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Na minha biblioteca, Cuba ocupa uma prateleira. Em especial, os livros sobre Fidel Castro e Che Guevara. Fidel e a Religião, escrito por Frei Betto, foi publicado em quase todos os países do mundo. Aliás, os brasileiros tem um papel especial neste departamento. É só lembrar que Fernando Morais foi um dos primeiros a publicar uma extensa reportagem, em livro, chamada A Ilha. Em 1976 ! E a carioca Cláudia Furiati, em dez anos de trabalho, escreveu a única biografia consentida de Fidel Castro. E aqui minha saudosa homenagem a Ney Sroulevich.
Ao lado destes, as biografias de Che Guevara. A mais polêmica delas, escrita por Jorge Castañeda. E minha biblioteca, organizada por afinidade, completa-se com os grandes escritores cubanos, como o polêmico Pedro Juan Gutierrez, autor de Trilogia Suja de Havana e o poeta-jornalista Severo Sarduy, Alejo Carpentier, Nicolas Guillén, José Lezama Lima, Reinaldo Arenas. Ao lado deles, coloquei um dos mais poderosos dissidentes cubanos, Guillermo Cabrera Infante, autor de Mea Cuba. Não sei se fiz certo, mas os cubanos juntos, ou separados, fizeram desta ilha, menor que um bairro de São Paulo, o mais extenso e polêmico paradoxo da história recente do mundo.